VI
by Ana C.
“(…), o infinito não existia, coisas sem importância, o que era um casarão antigo de repente tinha-se tornado uma avenida, um estacionamento, e o que tinha sido uma presença morna se perdia à toa pelas ruas da cidade, pelas estradas que levavam a outras cidades distantes, a outros países, às vezes inatingíveis, pelos telefones que não voltavam a chamar, sem nenhuma explicação, porque era assim que as coisas eram, era assim que o que chamavam de vida.”
Caio Fernando Abreu, “Pela Noite”
