A Tecnologia do Deslocamento

Você sabe o que é geolocalização? Em uma definição rápida e sucinta, é a localização geográfica de um ponto no mundo. No entanto, este conceito aliado às mudanças tecnológicas têm transformado a relação das pessoas com seus dispositivos móveis. A tecnologia da geolocalização implantada em smartphones e computadores permite que estes se localizem geograficamente à partir de inteligência artificial e comuniquem aos seus donos dados e informações sobre o local e os arredores em que se encontram.

Em um serviço de GPS pelo celular, esta tecnologia pode informar uma rota melhor para quem está dirigindo. Nas redes sociais, a geolocalização mostra publicações de outras pessoas próximas a você ou até publicidade relacionada ao local onde você se encontra. A inovação vêm sendo implantada nos mais diversos tipos de aplicativos, nos para compras aos de relacionamento. Apesar das controvérsias que causa, principalmente as voltadas à questão da privacidade, o fato é que a geolocalização veio para mudar o modo como os dispositivos móveis e outras tecnologias são usadas.

E como a geolocalização pode ser aplicada no jornalismo? Parece um pouco difícil de pensar a atuação do repórter nesse contexto, mas a verdade é que a tecnologia já está sendo usada no fazer jornalístico e pode até mudar a forma de como uma notícia é apurada. Existem vários jornalistas que já usam o serviço em aplicativos, como o Twitter, para restringir informações sobre algum local específico. Há ainda outros com funções mais particulares, como o Localmind, onde você faz perguntas sobre algum local e recebe respostas de alguém que está lá em tempo real.

A geolocalização promete continuar mudando a forma como nos comunicamos com outras pessoas e instituições, além de trazer cada vez mais novidades para o modo como trabalhamos e interagimos em nossos ambientes de trabalho, seja ele o jornalismo ou qualquer outro. Pensando nisso, o mapa abaixo foi feito para que você possa acessar informações e fotos sobre determinados pontos que marquei, além de rotas com dados como distância, tempo de deslocamento e coordenadas para se mover de um ponto a outro.

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O Poder das Pessoas (na Internet)

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Desde que foi criada, a Internet vêm transformando gerações. A tecnologia, concebida em início para objetivos militares e depois trazida para a vida comum do cidadão, revolucionou o comportamento do ser humano e o modo como ele se relaciona com os outros e com o mundo em que vive. De todos os âmbitos em que poderia (e conseguiu) causar impacto, nenhum foi tão afetado como o da comunicação.

No documentário A Verdadeira História da Internet, transmitido pelo Discovery Channel, o narrador diz na quarta parte – intitulada de “O Poder das Pessoas” – que o que as pessoas mais querem não é amor, nem poder, mas sim a possibilidade da comunicação. Ao longo do vídeo concordei e discordei dele diversas vezes, mas uma coisa é fato: a internet oferece uma liberdade de comunicação nunca antes vista na história da humanidade.

Para ilustrar isto, o documentário apresenta diversos exemplos de sites e softwares que surgiram na última década e transformaram o modo como informações são compartilhadas, como o Digg, YouTube, Napster, Facebook e Wikipedia. O primeiro é um site que reúne diversas notícias vindas do mundo inteiro e, de acordo com o interesse dos usuários, as mais acessadas ganham destaque na primeira página. A regrinha jornalística da “informação de interesse público” é concretizada no Digg, longe dos grandes veículos midiáticos e dos jornalistas formados e profissionais.

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O Napster foi um software de compartilhamento de música grátis que mudou para sempre o modo como consumimos música. Apesar de ter sido derrubado após uma luta judicial, o programa produziu efeitos que perduram até hoje na indústria fonográfica – as vendas de CDs caíram consideravelmente e os artistas, produtores e empresários foram forçados a pensar em novas formas de vender e divulgar seus trabalhos. Hoje quase tudo acontece online.

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Junto aos outros exemplos citados anteriormente, o Napster e o Digg mostram como a internet permite um certo nível de democratização da mídia. É um compartilhamento enorme de informações, feito por pessoas comuns e sem nenhuma regulamentação. Fica claro aqui que, além da indústria fonográfica, o modo de se fazer jornalismo também teve que mudar. As vendas de jornais despencaram nos últimos anos e o telejornalismo, apesar de ainda estável, perdeu um pouco da força. Enquanto isso, os números de blogs e sites de notícias informais crescem a cada ano, enquanto redes sociais como o Facebook e o Twitter servem como meios muito utilizados para o acesso de informações.

E por quê discordo (em partes) com o narrador do documentário? Não acho que o maior desejo das pessoas seja a comunicação. Acredito que esta é apenas um canal que dá acesso fácil ao verdadeiro desejo do ser humano: o poder. A comunicação oferece poder às pessoas, ela manipula, pauta, liberta e modifica culturas, pensamentos e ideias. E com o advento da internet, a comunicação (e o poder) têm estado à disposição de milhares de pessoas, a toda hora e em qualquer lugar.

Aos interessados no documentário, segue o vídeo abaixo: